Resenhas

Coffee Prince — Resenha

E as férias servem para quê? Para colocar resenha de dramas em dia! Revendo minha lista de favoritos, eis que me dei conta de que ainda não fiz uma resenha sobre este hino de drama, um verdadeiro clássico e que é obrigatório para qualquer um que entra na dramaland.

Coffee Prince (2007)
Período de transmissão: de 2 de julho a 28 de agosto
Emissora: MBC
Número de Episódios: 17
Gênero: Comédia romântica
Elenco principal: Yoon Eun Hye, Gong Yoo, Lee Sun Kyun, Chae Jung Na

Sinopse: Ao confundir a jovem Go Eun Chan com um homem, Choi Han Kyul decide contratá-la para ser seu amante gay a fim de se livrar dos encontros às cegas arrumados por sua avó. Por ter de sustentar a família, ela aceita a oferta e esconde que é, na verdade, uma mulher, mas os sentimentos entre os dois começam a aflorar, e Han Kyul entrará num verdadeiro conflito ao ter de lidar com sua “homossexualidade”.

Coffee Prince apresenta um clichê muito comum em dramas coreanos: a menina que finge ser menino por algum motivo. Esta premissa também é vista em histórias como You’re Beautiful, To the Beautiful You, Sungkyunkwan Scandal, entre outros.

Aqui no caso, temos a jovem Go Eun Chan, que sempre teve um estilo tomboy e, por isso, é constantemente confundida com um rapaz. E olha, opinião minha: nestes outros dramas citados acima, foi muito difícil de engolir que ninguém percebia que os “meninos” eram meninas, por mais que alguns rapazes asiáticos tenham traços mais delicados e tal, mas que Yoon Eun Hye conseguiu convencer no papel, conseguiu. Ela parecia um moleque saindo da puberdade, fora que a atriz tem um tempo ótimo para comédia, então foi uma interpretação muito natural.

O personagem de Gong Yoo, por sua vez, completa a outra ponta do clichê trazendo para a tela o típico playboy endinheirado que gosta de curtir a vida, mas não se engane com esta primeira impressão: Han Kyul nada mais é do que um cara cheio de sonhos, carinhoso com a família e que sofre desde a juventude por ser apaixonado pela então namorada do seu primo.

Eun Hye e Gong Yoo

Até aí, nada de mais no drama, mais uma comédia romântica como tantas outras, mas Coffee Prince tem o seu brilho próprio. E eis para mim os dois motivos especiais que fazem deste drama merecer o status de clássico:

– Química entre o casal: Gong Yoo e Eun Hye se completam como poucas vezes vemos em dramas. Adoro a cena em que ela anda de carro com ele pela primeira vez (aqui ainda escondendo a sua verdadeira identidade). Ela, deslumbrada com o teto conversível, pulando e sorrindo de um jeito tão espontâneo que o contagia imediatamente! Acho que ali, naquele momento, Han Kyul conseguiu enxergar a si próprio, como um espelho: leve, feliz, sonhador. Acho que isso desperta nele uma identificação imediata com “aquele” menino, de modo a não querer mais estar longe dele.

– Ousadia narrativa: Coffee Prince é um drama que trata de um tema que ainda é tabu, não só na Coreia do Sul, como em muitos lugares: a descoberta da homossexualidade. Sim, não é um homem que está ali na pele de Eun Chan, mas o que me chama a atenção aqui é a maneira como alguns diálogos e cenas são conduzidos — afinal, só o espectador sabe que aquele romance é “permissível”.

Sobre esses momentos, devo citar a famosa cena da praia (quem quiser ver, deixo o link aqui. A partir de 6:53). Em apenas um gesto, Gong Yoo consegue transmitir todo o misto de sentimentos que Han Kyul sentia naquele instante: a perturbação, a atração, a aceitação, o medo, a repulsa, o desespero… é muita coisa! Um primor (Parêntese: aqui, neste momento, toca a minha música favorita do drama, Across the Ocean, do duo Azure Ray. Ouçam, é sensacional!).

Sun Ki, Min Yeop, Eun Chan e Ha Kim

O Café do título é o nome do estabelecimento que Han Kyul será obrigado a assumir, já que sua avó resolve dar um, digamos, castigo pela recusa do rapaz em se casar. Os meninos são uns amores, meu favorito é Min Yeop, que parece uma criança que vive correndo atrás da irmã da Eun Chan, mas nos fundo é um doce de pessoa. Há ainda o mulherengo Ha Kim (Kim Dong Wook) e o japonês misterioso Sun Ki (Kim Jae Wook).

O drama ainda traz o, na minha opinião, dispensável casal secundário formado por Han Sung (Lee Sun Kyun) e Yoo Joo (Chae Jung An) — muito mais por ela do que por ele, que teve ótimos momentos com Eun Chan, com quem desenvolveu uma bonita amizade. Não senti química entre o casal, e isso nada tem a ver com a história criada (não vou dar detalhes para não soltar spoiler, mas posso dizer que ela deu uma bela de uma sacaneada nele no passado). Eles simplesmente não funcionaram, era cansativo de ver. Simples assim.

Que guria sem sal e sem açúcar!

E agora vamos falar daquilo que todo mundo ama e espera: os beijos. Se tem Eun Hye, lógico que tem beijo decente! Esse casal não decepciona em nada, podem confiar!

Coffee Prince ainda traz outro clichê muito usado em dramas, mas não vou dizer qual é por motivos de desfecho da história. Só posso dizer aqui que isso é a única coisa que nem todos gostaram (minha irmã, por exemplo), mas como é algo que acontece com certa frequência, nem liguei.

E, por fim, a trilha sonora é linda, maravilhosa, toca até Take That em uma cena! Enfim, vale muito a pena conhecer esta apaixonante história!

Algumas curiosidades:

– O Café onde se passa o drama existe, fica em Seul e costuma ser visitado por fãs! Mas pelo que já li em outros blogs, é bem antigo, embora ainda mantenha algumas características da época das filmagens, como a parede pintada com as flores <3

– O ator Lee Eon, que interpretou Min Yeop, faleceu num acidente de moto em agosto de 2008.

– Há outras quatro versões de Coffee Prince: em 2012, Tailândia e Filipinas fizeram remakes da série; em 2016, foi a vez da China lançar sua versão da história e, em 2017, estreou o remake malaio.

– Yoon Eun Hye fez uma participação especial na versão chinesa.

– Coffee Prince é uma das novelas asiáticas de maior audiência da história, com média de 32,1%.

É isso, gente! Beijo! <3

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