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Por que eu amo Healer

Atenção, este texto contém spoilers da trama

Ano novo, vida… velha! Sim, a gente continua firme e forte na dramaland, acompanhando essas histórias mais que apaixonantes que ganham fãs a cada dia. Sério, é impressionante: basta a pessoa assistir a um único episódio para ficar, no mínimo, curiosa (e eu testemunhei isso!).

Bom, como primeiro texto de 2018, gostaria de tentar explicar em algumas linhas o porquê de eu amar incondicionalmente um drama coreano que costumo chamar de “o ponto fora da curva”: Healer.

Ah, só para reforçar o que está escrito em vermelho: sim, este texto tem spoilers, pois não se trata de uma resenha como outras. É uma análise bem puxa-saco mesmo, hehe, sobre o que fez Healer se tornar o meu drama favorito. Sempre que posso, panfleto esta história sem dó nem piedade! E confesso que não consigo entender como alguém pode não ter gostado deste drama! Mas a gente respeita, rs.

Foi a primeira vez que vi Ji Chang Wook atuar, e lógico que ele virou um dos meus queridinhos. Mas se tem alguém que merece todos os elogios neste drama é Park Min Young! Sua Chae Young Shin é tudo o que eu sempre quis e quero ver numa personagem feminina: atitude, independência, personalidade, bom humor e que quando resolve começar o romance com o boy é romance DE VERDADE!

Tudo em torno de Min Young foi perfeito, em minha opinião: a química com Ji Chang Wook (Seo Jung Hoo), que dispensa comentários; o relacionamento emocionante com o pai adotivo; o amadurecimento como jornalista por conta da interação com Kim Moon Ho; e a amizade com a mãe biológica, que foi exatamente o que deveria ser: sem sentimentalismos, sem emoções forçadas. Natural, gradativo, na medida!

Park Min Young, que para mim será sempre a Young Shin <3

Healer é um drama que foge dos clichês, embora sua premissa seja baseada em cima de um, como já falei neste artigo sobre os clichês dos dramas coreanos. Temos aqui os protagonistas que já se conheciam no passado por causa da amizade dos seus pais, mas eles só vão descobrir isso ao longo da história.

E é incrível como nada parece forçado, e isso é mérito do roteiro, que desenvolve bem cada personagem nas duas épocas apresentadas. Outro ponto muito positivo é ver Healer e não saber ao certo em qual gênero o drama se encaixa, pois ele apresenta de tudo um pouco: ação, trama política, romance, suspense, comédia, melodrama.

Neste ponto, vale ressaltar o ótimo trabalho do elenco, super entrosado, todos com participação significativa. Para se ter uma ideia, um dos meus núcleos favoritos era o do jornal, que era bem coadjuvante na trama (bom, aqui o sangue falou mais alto, pois também sou jornalista).

Clima de redação que eu adoro!

Ainda sobre personagens, não posso deixar de citar a interpretação magnífica da Kim Mi Kyung como a hacker braço direito do Healer. Depois de tanto nos acostumarmos a ver a atriz interpretando os mais variados tipos de mães, vê-la tão “fora da caixa” foi maravilhoso, pois ela simplesmente deu UM SHOW. Depois de Young Shin, a minha personagem favorita, sem dúvida!

Também não poderia deixar de falar da Dae Young, ajudante do nosso herói, que depois vira sua substituta quando o mesmo decide largar a vida noturna e viver como, digamos, uma pessoa normal. Ela aparentava ser um tanto atrapalhada, mas só faixada: a menina era, sem dúvida, fundamental para todo o trabalho executado pelo nosso “mensageiro” da noite.

Como se vê, Healer é um drama de personagens femininas fortes, pois até mesmo a fragilizada mãe de Young Shin demonstrou muita coragem na reta final da história para enfrentar o marido. E isso é ótimo, pois dá muita força à narrativa, mesmo o protagonista sendo masculino. Afinal, Jung Hoo não seria o Healer sem sua ahjumma e ainda teria tido muito mais trabalho na execução de suas tarefas não fosse a escudeira Dae Young na retaguarda.

Esta mulher dispensa comentários!

Agora, se tem uma coisa onde Healer se destaca, e é por isso que o chamo de ponto fora da curva, é que o romance é sem rodeios e, sim, acontece. A partir do momento em que eles ficam juntos, isso no episódio 14 (são 20 ao todo), vamos ter apenas uma cena em que Young Shin parece incerta de continuar com o rapaz, mas a dúvida não dura nem cinco minutos! E ainda termina com um beijo! E na frente do pai dela! Rá, garota!

Amo dramas coreanos, amo comédia romântica, mas me incomoda muito o mimimi de algumas personagens femininas quando começa a namorar o mocinho, como vi em Fight My Way ou mesmo em Descendants of the Sun. Tem coisas que dá pra engolir quando a história mostra adolescentes, mas quando se propõe a colocar em tela dois adultos por volta dos 30, irrita demais, pois fica muito falso, por mais que estejamos falando de outra cultura, de uma ficção e coisa e tal. Por isso, Healer parte com muita vantagem na frente de outras histórias que também amo, como a própria DOTS.

Vou shippar esses dois até o infinito!

Por fim, Healer amarra todos os plots que apresenta, e mesmo o último episódio sendo um pouco corrido, não deixa nada a desejar. O grande vilão da série é desmascarado, Young Shin descobre o paradeiro da mãe biológica, descobre-se o que aconteceu para Jung Soo, Young Shin e Moon Ho se separarem e temos o tão esperado happy ending.

E agora, se você leu este texto, mas ainda assim não está convencido de que Healer é um hino é drama, deixo para você apenas a OST mais incrível que a Coreia já colocou em um produção sua para TV: Eternal Love, da banda dinamarquesa Michael Learns to Rock. É daquelas que você ouve o dia inteiro e se apaixonada mais e mais.

Ela tocava simplesmente nas cenas mais icônicas: a primeira vez que Young Shin é salva pelo Healer; quando Jung Hoo relembra momentos com o seu professor de artes marciais (aliás, que cena emocionante!); o primeiro beijo de verdade do casal; e tantos outros que embalaram esta história que, sem dúvida, marcou minha vida e espero que tenha marcado tantas outras também.

Bônus: Eis minha cena favorita! Não me canso de assistir, definitivamente!

É isso! Espero que tenham gostado. Até 🙂

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