Resenhas

Chicago Typewriter — Resenha

Sabe aquele drama que você espera uma coisa, chega lá e não é nada daquilo que imaginava, mas mesmo assim a história te prende e, no fim, você gosta? Pois foi exatamente isso que aconteceu comigo quando assisti à Chicago Typewriter. E o saldo final foi muito positivo!

Chicago Typewriter (2017)
Emissora: tvN
Transmissão: 7 de abril a 3 de junho
Gênero: drama, comédia, romance

Sinopse: Escritores que viveram durante a ocupação da Coreia pelos japoneses nos anos 1930 reencarnaram como Han Se Ju (Yoo Ah In), um escritor famoso e autor de best-seller; Yoo Jin Oh (Go Kyung Pyo), um misterioso escritor fantasma; e Jeon Seol (Im Soo Jung), uma fã de Han Se Ju.

Resumo dos fatos: No início, somos apresentados ao personagem de Yoo Ah In, o escritor Han Se Ju. Aqui temos a típica figura masculina dos dramas: rico, um tanto excêntrico, mas que vai se abrindo ao longo dos episódios e deixando o espectador conhecer o seu verdadeiro íntimo. Em outras palavras, o mocinho da trama.

Por conta de um bloqueio criativo quando está escrevendo seu novo romance, ele vê o misterioso Yoo Jin Oh assumir seu lugar como escritor fantasma, e é a partir deste encontro que eles vão descobrir que têm muito mais em comum do que imaginam.

Aliás, parêntese: para mim, o verdadeiro mocinho apaixonante foi Jin Oh. Que personagem doce, um fofo, sua ingenuidade cativante, eu queria colocá-lo num potinho!

Que personagem apaixonante!

Completando o trio principal, temos a atriz Im Soo Jung dando vida à Jeon Seol, uma veterinária “faz-tudo” (sim, essa é a profissão dela no início do drama) que se considera a fã número 1 de Se Ju, por quem nutre uma paixão platônica (essa coisa de fã e ídolo que a gente entende bem, hehe).

Amizade que transcende o tempo

Bom, como dito na sinopse, Chicago Typewriter é uma história que se passa em duas épocas e traz o tema reencarnação. Li em muitos lugares que se tratava de uma série de fantasia (daí a sensação de ver algo que não era nada daquilo que eu esperava), mas sinceramente, não considero. Bom, ao menos para mim, fantasia é fada, bruxas, dragões, vampiros e por aí vai.

Não foi isso que vi em Chicago, e até mesmo determinados acontecimentos (que não falarei aqui pra não estragar a surpresa da série, obviamente) por mais fantasiosos que fossem, fizeram sentido dentro da história criada. O foco é todo nas vidas passadas do trio principal. Agora, se você não curte este tema, mas quer ver, encare a série como entretenimento, pois vale a pena.

Jeon Seol em um dos momentos de sua vida passada

Segundo e mais importante: Chicago Typewriter é uma história sobre amizade, e é aí que reside a força do drama. Temos um romance ali entre Se Ju e Jeon Seol, mas que fica totalmente em segundo plano diante da história criada para os personagens dos atores Yoo Ah In e Go Kyung Pyo. Os diálogos entre eles renderam as melhores cenas, foi lindo mesmo. E achei isso bem legal, porque fugiu daquele clichê de a história ficar rodeando o romance e o costumeiro chove-não-molha dos protagonistas.

Como disse mais acima, a história se passa em duas épocas (duas vidas), a atual e os anos 30, quando a Coreia vivia sob o domínio dos japoneses. Por mim, a história poderia ter sido toda no passado! Adorei os cenários, o cuidado com os detalhes nos objetos (destaque para a máquina de escrever que dá nome ao drama, que eu só queria ter na estante da minha casa), figurinos dos atores, aquele clima noir de filme de gângster, hehe. Aqui, o trio principal sonha em ver o país livre e não mede esforços para lutar pelos seus ideais.

Ah, como eu amei esta parte da história!

Não quero falar muito sobre essa parte, pois é extremamente importante, e a história do passado tem tudo a ver com que acontece nos tempos atuais, e meu conselho é que você tenha só um pouco de paciência nos primeiros quatro episódios, pois não vai entender muita coisa antes disso. Mas vai por mim, a história vai te deixar curioso o bastante para querer ir até o fim!

Temos ainda outros personagens que terão sua importância ao longo da trama, mas vou citar apenas um: o escritor Baek Tae Min (Kwak Si Yang), antagonista da história. Ele vai rivalizar com Se Ju em vários momentos, inclusive quando o assunto for Jeon Seol. Tem mais história envolvendo ele, mas vocês precisam assistir para não perder a graça.

E agora, quero falar um pouco sobre Yoo Ah In, meu ator favorito. Admiro principalmente sua expressividade, e ele também me passa a sensação de ser extremamente dedicado ao trabalho. A composição que ele fez do Se Ju em nada lembra o seu personagem da década de 30. A cada trabalho, me apaixono mais e mais, e só quero vê-lo em papéis desafiadores: um vilão, um psicopata, alguém com problemas mentais, só vem, neném, que o céu é o limite!

Esse homem merece um gif! <3

Outras considerações

– Uma mensagem muito presente é a famosa frase Carpe Diem, “aproveite o dia” em latim. Carpe Diem é o nome do estabelecimento onde boa parte da história da década de 30 se passa, é lá onde os membros da Aliança Jovem Joseon, o grupo revolucionário que luta pela independência do país, se reúne. Em meio a um cenário de guerra, cada momento da vida deve ser aproveitado ao máximo, então fica aí o recado. Vamos viver, minha gente!

– A trilha sonora deste drama é fora de série. Destaque total para Satellite, do projeto de rock acústico SALTNPAPER, do rapper MYK. Aliás, o trabalho inteiro do cara merece ser apreciado, porque é uma das coisas mais lindas que já ouvi. Vou deixar aqui o link do CD Awe Fin no YouTube, que inclusive tem participação da Park Shin Hye!

Bom, pessoal, é isso. Chicago Typewriter foi uma surpresa para mim, e valeu a pena. Se você ainda não viu, tem no Fighting Fansub e está aberto no Viki.

E o que acharam do drama? Comenta aí, vamos trocar figurinhas! 😀

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