Resenhas

Criminal Minds — Resenha

Antes de começar o texto, quero dizer que esta análise é puramente sobre a série coreana. Nada de comparações com a versão americana, primeiro porque não é uma série que acompanho, e segundo porque por mais que haja todo o cuidado para se manter a essência da produção original, sempre vai ter aquele detalhe que precisa ser adaptado para a cultura local. E acho que a graça é justamente essa, dar aquele “toque coreano” à série. Dito isso, lá vamos nós!

Criminal Minds (2017)
Emissora: tvN
Transmissão: 26 de julho a 28 de setembro
Gênero: policial
Elenco principal: Lee Joon Gi, Moon Chae Won, Son Hyun Joo.

Sinopse: Baseado na série americana da CBS, Criminal Minds conta a história de pessoas treinadas para procurar assassinos e resolver os casos a partir da análise do perfil dos criminosos.

Como disse na introdução, não acompanho Criminal Minds. Mas gosto de séries policiais, de investigação, ação com uma pitada (leve, rs) de suspense — Voice, por exemplo, é espetacular.

Fiquei, portanto, ansiosa para assistir à versão coreana, ainda mais quando o nome do Lee Joon Gi surgiu como protagonista. Eu não gostei de Moon Lovers, mas ele está tão incrível no drama que agora qualquer coisa dele me deixa com a expectativa lá no alto.

O enredo mostra um grupo de elite da polícia especializado em traçar o perfil dos criminosos — em sua maioria seriais killers, ao menos os apresentados na série. E é por meio desta análise que eles procuram prever os próximos passos do assassino, antecipando-se a eles.

De cara, o que posso dizer é que a premissa é muito interessante, pois torna Criminal Minds uma série única dentro do gênero. O foco aqui não é o crime em si — por isso não temos muita perícia como CSI, por exemplo —, mas sim decifrar a mente daquele que foi capaz de tal brutalidade.

O time da NCI

A NCI surge através do chefe Baek San, que funda a equipe e chama Kang Ki Hyung, interpretado pelo ator Son Hyun Joo, para liderá-la. Sobre o líder Ki Hyung, não sei se a ideia era mesmo fazer de seu personagem um sujeito frio e pouco expressivo. Se sim, então palmas para o ator, porque foi exatamente esta a sensação que ele me passou, e confesso que isso me incomodou um pouco. Tudo bem que no início da série ele sofre um trauma terrível, sendo que já havia passado por uma situação parecida antes quando perde um membro da equipe, mas ainda assim o achei um tanto robótico.

Ele era o cérebro do time, perfeito em montar os perfis dos criminosos, e é interessante ver como todos vão se entrosando ao longo dos casos. Até mesmo o personagem do Joon Gi, no início relutante em fazer parte do time e um tanto rebelde, passa a defender o método utilizado pelos profilers.

Kim Hyun Joon (Joon Gi), aliás, também tinha um passado marcado por perdas dolorosas. Um desses casos, inclusive, será trabalhado na série. Ao seu lado, a atriz Moon Chae Won deu vida à policial Ha Sun Woo: séria, do tipo que vive para o trabalho, mas que carrega uma culpa por não ter conseguido salvar alguém no passado (também descobriremos detalhes do caso em um dos episódios).

Os atores Joon Gi e Chae Won em cena

Completam o time ainda Lee Han (Go Yoon), um verdadeiro gênio quando se trata de análise comportamental, e as meninas Hwang Na Na (Yoo Sun), agente de informações, e Yoo Min Young (Lee Sun Bin), chefe da comunicação de mídia. Aliás, parêntese: eu adorei as duas. Na Na, com seu jeito um tanto ingênuo e bastante emotivo, foi me conquistando ao longo dos casos, fora que ela era peça-chave nas investigações.

Já Min Young me surpreendeu muito! De início, realmente achei que ela seria apenas a porta-voz da equipe na mídia, mas a personagem foi crescendo dentro do time conforme os casos iam acontecendo, e se por um lado achava alguns integrantes pouco expressivos, a atriz Sun Bin conseguiu me passar mais sentimento em sua atuação.

Duas lindas que amei na série!

Os casos

O drama nos apresentou um estilo bem próximo ao visto em séries deste tipo (chamado procedural drama), com vários casos e a dinâmica da equipe em cada um. Vamos a uma sinopse dos meus favoritos:

– O ceifador: o plot principal da série nos é apresentado logo nos primeiros episódios e, no início, vai envolver o líder da equipe Kang. O que gostei nesta história foi principalmente o serial killer, alguém inesperado.

– As mulheres assassinadas que eram encontradas pelas mães: este também foi muito bom pelo fator surpresa da identidade do culpado. Há um destaque especial para a personagem Na Na.

– O desfecho do caso do Rio Nadeul: caso que tem como protagonista Hyun Joon, teve uma conclusão bem desenvolvida. Gostei de não terem estendido muito a história, isso deu ainda mais força pro plot principal e também não tirou o foco dos demais casos.

– As três meninas sequestradas: outro que me deixou muito satisfeita também pelo elemento surpresa no desfecho. Destaque para a interpretação da atriz Sun Bin na cena em que ela entrevista os pais das vítimas. Sem dizer uma palavra, ela passa só no olhar toda a perplexidade que Min Young estava sentindo naquele momento.

Hyun Joon, Lee Han e Min Young

Outras considerações

Apesar da já costumeira qualidade das séries produzidas pela tvN, Criminal Minds não foi um drama marcante para mim. Houve alguns furos bobos de roteiro, daqueles que eu me perguntava “ué, mas como fulano conseguiu esse telefone??”, “E o assassino caiu nessa??”, “Mas, pera, se você tá falando com o assassino, por que não rastreiam o celular dele??”, e outra perguntas que eu ia me fazendo em alguns casos por causa das lacunas na história.

Confesso também que a violência dos crimes me incomodou um pouco, não pela violência em si (eram seriais killers, né, bonzinhos na hora de matar as pessoas que eles não seriam), mas porque parece uma coisa muito surreal quando você vê a brutalidade de tantos assassinatos em série numa história se passa na Coreia do Sul, que todo mundo fala que é um país super seguro e tal (seguro, não imune à violência, lógico).

Mas, entendam, isso não é uma crítica negativa: é apenas a sensação que eu tive baseada no senso comum mesmo, como se não fosse coerente com a realidade do país? É um drama inspirado numa série americana, então se a original estuda mentes de seriais killers, é isso que o remake precisa mostrar. Cumpriu seu papel, portanto.

Eu gostaria de uma segunda temporada, terceira, quarta, hehe, mas já sei que isso é algo muito difícil. As histórias coreanas não são desenvolvidas desta forma, mas queria ver a equipe interagindo em mais casos. Queria um aprofundamento na história dos personagens, suas vidas pessoais fora daquele ambiente pesado de crimes.

O final

Se tem uma coisa que deixa os fãs de dramas bastante irritados é final ruim. Final mesmo, último capítulo, o desfecho, a cereja do bolo etc. Exemplo é o que não falta, embora não sejam unanimidades, claro: City Hunter (esse é clássico), Healer (sim, tem gente que não gostou do final, não entendeu, a gente respeita), Heartless City, Cheese in the Trap, e por aí vai.

Repetindo: citei esses porque são finais onde já li resenhas de pessoas que curtiram a série, mas detestaram o final ou não entenderam.

O final de Criminal Minds, para esta que vos escreve, não foi bom. Para o que a série se propôs, acho que merecia um desfecho mais épico, e estou falando da cena final, não do episódio inteiro. É, para mim, o mesmo mal de City Hunter, que eu amei a série inteira, e quando chega no desfecho, acaba e você fica com aquela cara de “Acabou? Como assim??? Espera, não tem outro episódio para concluir não??”. Pois é…

Para encerrar este texto que já está enooooorme, vamos falar de música? Sim, vamos, porque eu AMEI a OST de Criminal Minds! Antes mesmo de ver a série, já estava com a batida de Higher Plane na cabeça. Ótima!

Quem quiser ver, tem no Kingdom fansub.

É isso, povo. Dentro do gênero, esperava muito mais, mas não superou Voice. E vocês, o que acharam?

2 Comments

  1. Oi Luana, olha eu! Nossa, ler sua opinião foi algo muito bacana para mim, pelo que percebi concordamos em muitos aspectos e consegui ter uma outra visão da série a partir da sua resenha. No geral, fiquei com um sentimento de “esperava algo mais”, e como você concordo que Criminal Minds não superou Voice, o qual tem a mesma base investigativa e soube muito bem desenvolver seus casos investigativos. No mais, é bem como você disse mesmo, e destaco O Ceifador que pisou na equipe nos últimos dois episódios e isso até me animou! KKKK Justamente porque o ritmo voltou a ser interessante graças à ele, de resto desanimei ao decorrer dos episódios mas não me arrependo de ter visto este dorama. Espero Lee Joon Gi maravilhoso como sempre né?! E sério que tu não gostou de Moon Lovers? Nossa! Eu amei. hahah’ E sobre a OST: uma das melhores do ano! Também viciei! hahah’
    Parabéns pela resenha, objetiva e expressiva, gostei muito! Beijão :*

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    1. luana26 Author

      Ahhh, que legal você comentar aqui, obrigada! 😀

      Pois é, não gostei de Moon Lovers, até conto aqui (olha eu panfletando as resenhas, kkkkk): http://www.lunadramaland.com.br/2017/09/28/moon-lovers-scarlet-heart-ryeo-resenha/

      Mas, resumindo, meu problema com Moon Lovers é quando o Wang So assume o trono. Eu não gostei de algumas decisões que os roteiristas colocaram para o personagem dele, que era até então o meu favorito (a gota d’água pra mim envolve a amiga da Hae Soo, aquilo me deixou revoltada! ahahahaha).

      Sobre Criminal Minds: a OST é perfeita, uma das melhores sim! Estou vendo Chicago Typewriter agora, do muso da minha vida Yoo Ah In, e o que é a OST desse drama?? Vou depois fazer um texto com uma parte dois das minhas OSTs preferidas!

      bjs!

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