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Um caso de amor e ódio chamado Boys Over Flowers

Este texto contém (muitos) spoilers da trama

Na Dramaland, Boys Over Flowers é praticamente um ritual de iniciação da irmandade, um batismo, o hot philadelphia pra quem nunca comeu sushi. Dizer que gosta de dramas e não saber quem é Gu Jun Pyo, Geum Jan Di e Yoon Ji Hoo é um pecado capital, crime inafiançável!

Entrei nesta vida, portanto, como uma pecadora confessa: relutava muito em assistir ao famoso drama escolar do F4 — que, aliás, é a versão coreana do mangá japonês Hana Yori Dango — porque não achava a história cativante o suficiente. Mas joguei todo o meu achismo para escanteio e encarei de peito aberto, disposta a entender qual era, afinal, a magia a série.

Assisti ao drama completo duas vezes. Em outras tantas, ficava revendo as cenas que mais tinha gostado — todas com Kim Hyun Joong, astro que na ocasião ofuscava até Lee Min Ho, mas que enfrentou muitos altos e baixos na carreira por conta de polêmicas em sua vida pessoal. Fazer o quê…

Voltando ao drama. Quando terminei de assistir pela primeira vez, fiquei maravilhada! Também pudera, foi o drama que me apresentou SHINee, tinha uma trilha sonora maravilhosa, hino atrás de hino, perfeito! Yoon Ji Hoo (Hyun Joong), aquele príncipe que a gente gosta de fazer de conta que existe, daquele jeitinho, exatamente daquele jeitinho, povoou meu imaginário por algumas semanas.

Sério, gente, chegava a dar raiva: como era tão perfeito? Sempre ali, por perto, ombro amigo, fiel, irmão camarada, cheio de amor para dar sem esperar nada em troca (foi triste vê-lo amargando a friendzone, se sou a roteirista mando aquela modelo de volta só para fazer um cafuné nele).

Boys Over Flowes, Ji Hoo, Stand By Me, te amo!

Mas também te odeio. Descobri o ódio ao assistir pela segunda vez. Odeio porque não queria que a Jan Di terminasse com o Jun Pyo. Odeio porque não aguentei ver a vilã se safando no fim (sério, gente, tinha que ter sido um final a la Branca Letícia de Barros Mota, icônica vilã de “Por Amor”, ali, na frente da piscina, sozinha, esquecida, tomando champanhe com a empregada para ter companhia. No caso do drama coreano, seria com o secretário Jung).

Odeio porque queria mesmo acreditar que um ser humano ouve do crush “vou ali fazer um curso na Suíça, quatro anos tô de volta!” e fica ali, intacta, falando pros outros que o “namorado” tá na Europa, brincando de massinha com um monte de crianças. Não exagera, meu povo!

Odeio porque fizeram o protagonista perder a memória no fim. E só esquecer da Jan Di. E ficar maltratando a coitada DE GRAÇA. E quando lembra, diz que — novidade — vai precisar ficar longe QUATRO ANOS. Meu Pai, que sofrimento, pra que isso?! Ahhhhhhhhhhhhhh!

Mas A-MO o F4 dançando com ela no baile de formatura. Acho que chorei na primeira vez, eu choro em cenas impensáveis, sou doida. Amo Macau! Amo a Ga Eul, amiga da Jan Di! Aliás, amo a Jan Di, fofa, poderosa, corajosa, esforçada! AMO AMO AMO a irmã do Jun Pyo, que ser humano maravilhoso! Amo o secretário Jung! Amo os meninos do F4 interagindo com a Jan Di! Ainnnnnnn <3

Aí lembro do Ji Hoo sozinho e fico com raiva de novo!

E canto Because I’m Stupid e corro pro PC para rever as cenas <3

Sério, tem explicação? Como pode um mesmo drama causar esse misto de sensações? Na Dramaland, Boys Over Flowers é o meu Yin Yang, meu Cara ou Coroa, meu Cavaleiro de Gêmeos dos Cavaleiros do Zodíaco. Amo. Odeio. Simples assim.

Definitivamente, marcou minha vida. Obrigada, Coreia.

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